Produtos de Entrada: Como Trazer Leads para o Topo do Funil
Aprenda a usar produtos de entrada, cadastro grátis e trial para atrair leads e alimentar o topo do funil comprando lead de forma inteligente.

O que é um produto de entrada e por que ele fica na boca do funil
Produto de entrada é a oferta barata (ou gratuita) que existe pra tirar o lead da rua e colocar dentro do seu funil. Não é onde você faz dinheiro. É onde você compra o lead. Cadastro grátis, um trial de 14 dias, uma formação de R$9,90: tudo isso mora na boca do funil, o ponto de contato com quem está chegando agora e ainda não confia em você.
A lógica é simples. Você troca valor alto por um custo ridículo (ou zero) pra puxar a pessoa pra dentro. Uma vez dentro, começa a jornada dela. E é aí que o jogo de verdade acontece.
Por que o lead vale mais que qualquer outra coisa
Quem opera tráfego há um tempo já entendeu: o ativo não é a venda de hoje. É a base de leads. Uma base viva te deixa fazer campanha de remarketing, lançar produto novo, ressuscitar oferta antiga, vender de novo pra quem já comprou. A venda avulsa acaba quando o cartão é aprovado. A base fica.
O cálculo é simples. Se você gasta R$40 pra adquirir um lead e vende um produto de R$9,90, você tomou prejuízo na primeira transação. Só que esse lead entrou no funil, viu o valor, e agora está a um passo do produto de ticket alto. O produto de entrada nunca foi pra dar lucro. Ele é o custo de aquisição disfarçado de oferta.
Quem pensa cada venda isolada quebra. Quem pensa o funil inteiro escala.
Grátis ou pago: qual isca usar na entrada?
Depende do que você quer que a pessoa sinta. As duas iscas puxam o lead pra dentro, mas geram compromissos diferentes.
Cadastro grátis e trial derrubam a barreira ao máximo. Zero fricção. A pessoa entra só pra conhecer, testa a ferramenta ou o serviço, e se ela vê que aquilo funciona, converte sozinha. É o modelo clássico de deixar o produto se vender: você entrega o benefício antes de cobrar qualquer coisa. Um trial de 14 dias é isso. A pessoa usa, sente a velocidade, percebe como resolve a dor dela, e no dia 15 já está decidida.
Produto low ticket (aquele de R$9,90, R$19, R$27) adiciona uma camada que o grátis não tem: compromisso. Quando a pessoa paga, mesmo que seja uma moeda, ela se envolve. Ela abre o material. Ela assiste a aula. Ela usa o que comprou. Lead que pagou tem outra qualidade dentro do funil, porque já provou que tira o cartão da carteira por você.
Não existe resposta única. Muita operação roda os dois em paralelo: grátis pra encher a base de topo e o low ticket pra qualificar quem está mais quente.
Por que cobrar R$9,90 se o objetivo não é o lucro?
Essa pergunta aparece toda hora. Se o produto de entrada é pra comprar lead, por que não deixar tudo de graça?
Porque pagamento é filtro e é compromisso ao mesmo tempo. Quando você cobra um valor simbólico, acontece uma coisa na cabeça do cara: ele passa a valorizar o que recebeu. Grátis a gente ignora. Grátis fica na aba aberta do navegador e nunca mais é aberto. Mas o que custou R$9,90 a pessoa consome, porque não quer sentir que jogou dinheiro fora.
Outro efeito: você aprende quem é comprador. Uma base de 10 mil cadastros grátis parece bonita, mas você não sabe quem ali é curioso e quem é comprador de verdade. Uma base de mil pessoas que pagaram R$9,90 vale mais, porque cada uma dessas já se comportou como cliente.
A anatomia de uma oferta de entrada irresistível
A regra da oferta de entrada é brutal: a pessoa tem que bater o olho e pensar "se eu não comprar isso, eu sou burro".
Você entrega valor tão desproporcional ao preço que dizer não vira burrice. Imagine a oferta: por R$9,90 a pessoa leva acesso a uma aula ao vivo por semana, uma biblioteca de cursos, mais garantia. O cérebro dela não consegue justificar não comprar. O valor percebido esmaga o preço.
É isso que faz o lead entrar no funil sem resistência. Não é desconto. É desproporção. O desconto ainda faz a pessoa pensar se vale a pena. A desproporção mata a objeção antes dela nascer.
Pra montar isso, empilhe valor:
- Entregue mais do que o preço sugere. Muito mais.
- Reduza o risco a zero com garantia, então o único jeito de errar é não comprar.
- Deixe o benefício óbvio no primeiro segundo. Se a pessoa precisa pensar, a oferta ainda está fraca.
Entregar valor antes de pedir a conversão
O erro clássico do topo de funil é querer vender o ticket alto pra quem acabou de chegar. A pessoa não confia em você ainda. Ela nem sabe se o que você faz funciona.
Por isso o produto de entrada entrega antes de cobrar de verdade. Se alguém fez o cadastro grátis, você oferece pra ela usar de fato: criar algo, publicar algo, ver o resultado na tela. Quando ela sente a velocidade e percebe como é simples, a venda do plano pago vira consequência. Você não empurrou. Ela viveu o valor e decidiu ficar.
É o mesmo princípio de quem opera volume no Meta Ads pra encher esse topo de funil. Sobe dezenas de criativos de captação, cada um levando pra uma isca diferente, testando qual gancho traz lead mais barato. Fazer isso campanha a campanha no Gerenciador consome a manhã inteira. É o cenário onde um fluxo de upload em lote como o DirectAds tira o atrito, publicando as variações de captação de uma vez em vez de repetir setup manual pra cada uma.
Como o produto de entrada conecta com o resto do funil
O produto de entrada não existe sozinho. Ele é o primeiro degrau. Depois que o lead entra e prova o valor, você tem a jornada montada:
Topo: cadastro grátis ou trial pra atração máxima. Meio: o low ticket que gera compromisso e qualifica. Fundo: o produto principal, o ticket alto, o que paga a operação. Cada etapa aquece a próxima.
Sem a boca do funil abastecida, o resto seca. Você pode ter a melhor oferta de fundo do mundo, mas se ninguém entra no topo, não tem pra quem vender. Por isso operador sério trata o produto de entrada como investimento em aquisição, não como fonte de receita.
Takeaways
- Trate o produto de entrada como custo de aquisição, não como lucro. Ele existe pra comprar lead e encher o topo do funil.
- Cobre um valor simbólico quando quiser compromisso e filtro de comprador. Deixe grátis quando quiser volume máximo e menor fricção.
- Monte a oferta com desproporção brutal: valor tão acima do preço que dizer não vira burrice.
- Entregue valor real antes de pedir a conversão do ticket alto. Deixe o lead viver o resultado e a venda vira consequência.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre produto de entrada e produto principal?
O de entrada fica na boca do funil pra atrair e qualificar o lead, com preço baixo ou gratuito. O principal é o de ticket alto que paga a operação, vendido depois que o lead já provou o valor e criou confiança.
Vale a pena cobrar só R$9,90 num produto?
Vale, porque o objetivo não é o lucro dessa venda. É o compromisso. Quem paga um valor simbólico consome o que comprou e prova que é comprador, o que qualifica a base pra vendas maiores adiante.
Grátis ou pago funciona melhor no topo do funil?
Grátis (cadastro ou trial) traz mais volume porque zera a fricção. Pago traz lead mais qualificado porque exige compromisso. Muita operação roda os dois em paralelo pra abastecer o topo e qualificar quem está mais quente.
Como fazer uma oferta de entrada irresistível?
Empilhe valor até o preço parecer ridículo perto do que a pessoa recebe. Adicione garantia pra zerar o risco e deixe o benefício óbvio no primeiro segundo. A meta é a pessoa pensar que seria burrice não comprar.




